domingo, 19 de maio de 2013

Heróis da Água - "EMAS vai às escolas" - 1º Ciclo



"...a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança..."(J.Piaget)


Segundo o estudo "O Lúdico na aprendizagem: Apreender e aprender" as atividades lúdicas exercem um papel importante na aprendizagem das crianças.

Ainda o mesmo estudo afirma que as crianças ao serem inseridas em atividades lúdicas aprendem a estrutura dos conteúdos culturais e sociais.


Assim no âmbito do Projeto Heróis da Água são realizadas sessões inseridas no "EMAS vai às escolas" recorrendo a diversos materiais didáticos e de apoio.

Nas sessões direcionadas aos alunos do 1º ciclo, mais precisamente do 1º ano ao 4º ano são desenvolvidas as seguintes atividades:
  • Descrição do ciclo urbano da água (concelho de Beja);
  • Experiências com água;
  • Sensibilização do consumo de água tratada;
  • Sensibilização para o uso eficiente da água;
  • Conselhos para poupar água;
  • Consumo seguro da água.
Na descrição do ciclo urbano da água, o recurso utilizado é um poster impresso com o ciclo urbano da água do concelho de Beja (foto 1).



Foto 1
É explicado o ciclo urbano da água desde a sua captação na origem , passando pelo tratamento , distribuição, tratamento de águas residuais até à devolução em meio hídrico da água residual tratada .

De seguida são feitas duas experiências com a água, onde os alunos registam numa ficha de registo o que observam e o que concluem na realização da mesmas (foto 2 e 3).


Foto 2
Foto 3
Uma das experiências tem como objetivo observar que nem todos os materiais se dissolvem na água, para isso é utilizado farinha, sal e açúcar e três copos com água. 
A farinha, o sal e o açúcar ao serem misturados com a água conclui-se que a farinha não se dissolve totalmente na água e o açúcar e o sal dissolve-se. 

Já a outra experiência tem como objetivo observar as propriedades da água, para isso são utilizados 3 copos, um com sumo, um água e outro com leite.
Os alunos são convidados a cheirar, a provar e a observar a cor dos três líquidos utilizados na experiência.
No final conclui-se que a água não tem sabor, cheiro e cor, ou seja, é insípida, inodora e incolor.

A realização destas experiências para além dos objetivos acima citados, tem como objetivo de os alunos compreenderem que nem toda a água que não tem cor, sabor e cheiro é própria para consumo humano.

No decorrer da sessão os alunos são sensibilizados para não consumirem (beberem) água de fontes.
Apesar de essa água apresentar um "aspecto agradável" é uma água que não é controlada e tratada, por isso, devem antes sim consumirem água segura, ou seja, água da torneira.

No final da sessão os alunos são também sensibilizados para o uso eficiente da água, para isso são apresentados alguns concelho de como devem poupar a água nas atividades realizadas no dia-a-dia. 

Para contentamento dos mais pequenos o herói da água aparece para os conhecer e tirar fotos de grupo (foto 4 e 5).

Foto 4
Foto 5





Para finalizar são entregues a todos os alunos brindes (balão, livro) alusivos ao projeto Heróis da Água.

Na minha opinião este tipo de projetos são relevantes no que diz respeito à adoção de comportamentos saudáveis e na aquisição de conhecimentos na criança em fase de desenvolvimento e aprendizagem.

Fontes:
- O Lúdico na aprendizagem: Apreender e aprender, http://jogoscooperativos.files.wordpress.com/2012/06/lc3badico.pdf
- Guia do projeto Heróis da Águahttp://www.emas-beja.pt/Herois%20da%20Agua/PDF/Herois/Guia_Projeto_Her%C3%B3is_da_%C3%81gua_v06.pdf

terça-feira, 14 de maio de 2013

Saneamento Básico




O aumento da população mundial assim como o aumento da urbanização levou a um aumento significativo da produção de águas residuais.

Segundo um relatório conjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da UNICEF, em 2015 cerca de um terço da população mundial ficará sem acesso a saneamento básico.

A OMS afirma que o saneamento inadequado é a principal causa de doença no mundo e que ao melhorá-lo consequentemente irá ter impactos positivos na saúde das populações. 

Ainda, segundo a OMS a palavra "saneamento" refere-se à manutenção das condições de higiene através dos serviços de recolha de resíduos e de eliminação de águas residuais.

Entende-se por águas residuais toda a água usada em atividades humanas sejam elas domésticas, agrícolas, industriais, etc, que contém resíduos resultantes dessas mesmas atividades.

Existem três tipos de águas residuais dispostos no Decreto-Lei nº. 236/98 de 1 de Agosto:


Águas Residuais Domésticas - são águas residuais de instalações residenciais e serviços, essencialmente provenientes do metabolismo humano e de atividades domésticas;

Águas Residuais Industriais -  todas as águas residuais provenientes de qualquer tipo de atividade que não possam ser classificadas como águas residuais domésticas nem sejam águas pluviais;

Águas Residuais Urbanas - águas residuais domésticas ou a mistura destas com águas residuais industriais ou com águas pluviais;

Assim as ETAR`s podem receber águas residuais com diferentes composições, por isso, os tipos de operações e processos de tratamento deve ser  adequados em função do tipo de águas residuais a tratar.

Estas águas para que possam ser devolvidas ao meio ambiente devem ser tratadas numa Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). 

A ETAR tem como principal função receber e tratar as águas residuais, de forma a serem devolvidas ao meio ambiente, em condições ambientalmente seguras.

As águas residuais para que sejam devolvidas ao meio ambiente em condições seguras tem que corresponder a normas de descarga.

Segundo o disposto no artigo 69º do Decreto-Lei nº. 236//98 de 1 de Agosto compete à entidade cuja descarga haja sido licenciada efectuar o controlo da qualidade das águas residuais, o que inclui a determinação das características físicas e químicas para avaliação da sua conformidade com os Valores Limites de Emissão (VLE) fixados na norma de descarga, de acordo com os métodos analíticos de referência indicados no anexo XXII do diploma atrás referido.

A EMAS como entidade responsável pela drenagem e tratamento de águas residuais efetua com regularidade o controlo da qualidade das águas residuais para que as mesmas possam ser devolvidas ao meio ambiente em condições de segurança.

Para o efeito são realizadas recolhas de amostras de águas residuais em todas as ETAR`s à entrada e à saída, ou seja, antes da água residual ser tratada e depois da mesma já ter sido alvo de tratamento.

As amostras de águas residuais depois de recolhidas são enviadas para análise para que assim seja possível verificar se a água residual devolvida ao meio ambiente está em conformidade com disposto no Decreto-Lei nº. 236//98 de 1 de Agosto.

No âmbito deste estágio realizei a recolha de amostras de águas residuais em várias ETAR`s assim como a entrega das mesmas no laboratório.

Apesar de não existir procedimentos normalizados sobre o processo de recolha de amostra de águas residuais, estas devem ser feitas tendo em conta alguns cuidados de higiene e segurança.

O técnico deve utilizar luvas quanto está a realizar a recolha de amostra de água residual de forma a evitar o contacto direto com a mesma.

O frasco utilizado para a colheita (foto 1) deve ser sempre higienizado antes e depois da mesma de forma a não haver contaminação da água residual na colheita seguinte.

Foto 1 

Os frascos devem ser transportados em mala térmica até serem entregues laboratório para que não haja alteração da temperatura na água residual.

O saneamento básico está diretamente relacionado com a saúde das populações e com o meio ambiente, por isso os métodos de tratamento das águas residuais deve ser uma preocupação prioritária de todas as entidades envolvidas na gestão do saneamento.

Fontes:
- Progresso em Saneamento e Água Potável-2013, http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/81245/1/9789241505390_eng.pdf
- Saneamento, http://www.who.int/topics/sanitation/en/
- Decreto-Lei n.º236/98 de 1 de Agosto, http://dre.pt/pdf1sdip/1998/08/176A00/36763722.pdf

domingo, 5 de maio de 2013

Reportagem no Diário do Alentejo 




No âmbito das ações inseridas no "EMAS vai às escolas" na passada segunda-feira dia 29 de Abril de 2013, pouco depois das 8:30 horas, a escola que teve a oportunidade de receber a visita da equipa do Projeto Heróis da Água foi a Escola Básica 2, 3 de Santa Maria, mais precisamente uma turma do 3º ciclo (9ºano).

Nesta sessão esteve presente uma equipa do Diário do Alentejo onde elaborou uma reportagem sobre a mesma.

Segundo esta reportagem este projeto já chegou a cerca de 1400 alunos, em mais de 40 sessões.

Nas sessões dirigidas ao 3º ciclo para além dos representantes da Empresa Municipal de Água e Saneamento de Beja (EMAS) fazem parte da equipa a Professora Margarida Raimundo da Escola Profissional Bento de Jesus Caraçainstituição parceira no projeto, e respetivos alunos do curso de técnico de Gestão do Ambiente, e ainda , Silvia Braga e Ana  Luisa Galaio, estagiárias do curso de Saúde Ambiental, da Escola Superior de Saúde de Beja.

Estas sessões são divididas numa parte teórica recorrendo a uma apresentação em prezi , onde é explicado o ciclo urbano da água do concelho de Beja , onde não é seguro beber água e porquê e ainda como usar a água de uma forma eficiente, na parte prática os alunos assistem a uma simulação de colheita de uma amostra de água para consumo humano para determinação de parâmetros microbiológicos, de seguida são convidados a determinam alguns parâmetros físico-químicos (pH, turvação, condutividade e temperatura) e ainda  para determinarem o desifetante residual.

Em suma a mensagem chave das sessões anda à volta de três temas: o uso eficiente da água, divulgando hábitos de poupança; o consumo seguro, alertando-se para o perigo de beber água em poços e fontanários que não são alvo de tratamento; e ainda o desmontar de um receio enraizado, o de beber água da torneira.

"Passei a valorizar mais a água que me chega à torneira e as pessoas que tornam isso possível. Não tinha a noção de todo o trabalho que está por detrás." (comentário de um aluno da turma que recebeu a equipa do projeto Heróis da Água)

Para ler esta reportagem na integra clique aqui.




Fontes:
- Heróis da água em terras de sequeiro-Diário do Alentejo, http://da.ambaal.pt/noticias/?id=3080

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Projeto Heróis da Água - "EMAS vai às escolas"




Atualmente, o desperdício aliado ao aumento da procura de água, tornou-se num problema que requer a atenção de todos, devido à decrescente disponibilidade de água doce no nosso planeta.

Assim, a água é um recurso hídrico que deve ser utilizado para benefício do Homem sem comprometer as necessidades dos ecossistemas e a continuidade hídrica dos cursos de água.

Em Portugal , um instrumento de gestão imprescindível para a proteção dos recursos hídricos é o Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água (PNUEA), o mesmo tem como principal objetivo a promoção do uso eficiente da água em Portugal, especialmente nos setores urbano, agrícola e industrial.

Desta forma, e sensibilizadas para esta realidade, a EMAS e a Câmara Municipal de Beja implementou o Projeto Heróis da Água.

Este projeto enquadra-se na área da sensibilização e educação ambiental, especialmente focado para a promoção do uso eficiente da água.

Num contexto de proximidade com a comunidade escolar e com o auxilio de vários materiais didáticos e de apoio, as ações inseridas no "EMAS vai às escolas" visam uma atuação a nivel da sensibilização ambiental.

Sendo o público alvo os alunos que frequenta estabelecimentos de ensino situados no concelho de Beja, o conteúdo temático do "EMAS vai às escolas" é abrangente tendo em conta o grau de conhecimentos dos alunos, no entanto,  estão presentes as seguintes matérias:

  • Descrição do ciclo da água;
  • Descrição do ciclo urbano da água (concelho de Beja);
  • Apresentação de microrganismos presentes em águas contaminadas (sem tratamento);
  • Experiências com água;
  • Sensibilização do consumo de água tratada;
  • Sensibilização para o uso eficiente da água;
  • Conselhos para poupar água;
  • Valor ambiental da água;
  • Valor económico da água;
  • Consumo seguro da água.
Como forma de incentivo à participação no projeto todas as escolas que participarem no projeto receberão uma bandeira dos Heróis da Água a comprovar que a escola pertence à Rede Social em Defesa dos Recursos Hídricos e à Rede de Agentes de Educação para a Água.

Serão ainda entregues diplomas a identificar os alunos participantes como Heróis da Água.

Como futura Técnica de Saúde Ambiental considero este projeto de extrema importância  pois considero que o mesmo permite criar uma atitude duradoura no que respeita ao uso eficiente da água junto da população alvo assim como dos seus familiares diretos visto que as crianças "levam" para casa o que aprendem na escola.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Heróis da Água na Ovibeja 2013




A Ovibeja começou por ser um certame principalmente agro-pecuário, mas nos dias de hoje e ao fim de 30 anos é a maior feira de atividades económicas do Sul do país.

Com uma forte matriz na cultura ancestral do Alentejo, a Ovibeja acolhe todos os anos mais de um milhar de empresas e entidades participantes e é visitada por mais de 200 mil pessoas.

O apelo ao uso eficiente da água marcou a edição deste ano da Ovibeja.

A Empresa Municipal de Água e Saneamento de Beja (EMAS), como em todos os anos anteriores, este ano também marcou presença na grande feira do sul com bastantes pontos de interesse.

Para além dos temas centrais associados à atividade principal da Empresa, mostra de grandes projetos e participação do laboratório, foi dado um destaque muito especial à iniciativa, Heróis da Água.


O Projeto Heróis da Água é promovido pela EMAS de Beja e pela Câmara Municipal de Beja, enquadra-se na área da sensibilização e educação ambiental, especialmente focado para a promoção do uso eficiente da água.


O projeto Heróis da Água assenta em três linhas de atuação fundamentais:
  •  Envolvimento da comunidade,
  •  Sensibilização ambiental,
  •  Promoção do conhecimento e incentivo à investigação.
Atendendo que este ano se comemora o Ano Internacional de Cooperação pela Água, declarado pelas Nações Unidas e com a água nas suas mais variadas vertentes como tema central da Ovibeja, o projeto Heróis da Água marcou a sua presença com um espaço direcionado para as crianças em que o mesmo era tema de conversa na atividade Pegada Aquática.

O espaço, mais precisamente um autocarro caracterizado com a imagem característica do projeto Heróis da Água chamou a atenção de gente pequena e crescida.

A quem entrava neste autocarro era dada a oportunidade de ouvir uma história do Herói da Água, de jogar à Pegada Aquática e de pintar desenhos alusivos ao projeto heróis da água.

A Pegada Aquática consta num jogo em que são feitas perguntas alusivas à utilização da água no dia-a-dia, no final obtêm-se uma pontuação. Com essa pontuação conclui-se se a pessoa que jogou tem uma pegada aquática pequena ou grande, sendo a pequena a melhor pois quer dizer que utiliza eficientemente a água no seu dia-a-dia.

A história do Herói da Água fala sobre o Herói da Água e os seus amigos, a mesma tem como objetivo educativo para o não consumo de água em que a origem da mesma seja de  fontanários não ligados à rede de distribuição pública, pois o consumo dessa água pode constituir um risco à saúde pública com todas as implicações que envolvem o consumo de água não tratada.

 Fotos tiradas na Ovibeja



Foto 1: Herói da Água a cumprimentar o Presidente da Câmara Municipal de Beja


Foto 2: Entrada no Autocarro

Foto 3: Momento da Pegada Aquática

Foto 5: Momento da História do Herói com direito a reportagem para a RTP

Fontes:
- Correio Alentejo, Ovibeja 2013: Vai começar a festa do Alentejo!http://www.correioalentejo.com/?diaria=9122&page_id=36

2013 - Ano Internacional da Cooperação pela Água




Cerca de 70% do nosso planeta é constituído por água. No entanto, apenas cerca de 3% é água doce, e destes, dois terços encontram-se retidos nos glaciares, restando apenas 1% de água disponível para utilização humana.

Estes 1% de água doce disponível, a que correspondem cerca de 13 600 000 km3, seriam, de acordo com a Organização das Nações Unidas, mais do que suficientes para suprir às necessidades de toda a população mundial, não fossem as más práticas que conduzem a um elevado desperdício e à poluição deste recurso em todo o mundo.

Assim, uma grande parte da água doce disponível não pode ser utilizada porque se encontra demasiado degradada e é inadequada para as utilizações pretendidas, nomeadamente o abastecimento para consumo humano. A água torna-se pois um recurso escasso, apesar de ser um bem comum.

Em Julho de 2010, a Organização das Nações Unidas declarou o acesso à água potável e ao saneamento básico um direito humano essencial. 

Actualmente, e em todo o mundo, cerca de 900 milhões de pessoas não tem acesso a água de qualidade e cerca de 2,6 milhões de pessoas não têm saneamento básico. Todos os anos, morrem 1,5 milhões de crianças com menos de 5 anos de idade, devido a doenças relacionadas com a falta de água potável e de saneamento. 


Estima-se que 80% das doenças humanas estejam relacionadas com a utilização da água não tratada, com o saneamento precário e com a falta de cuidados básicos de higiene. 


A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que as doenças transmitidas dessa forma provocam pelo menos 25 milhões de mortes por ano nos países em desenvolvimento, gerando custos altíssimos para a vida humana.

A Resolução das Nações Unidas apela a que as nações se empenhem na melhoria da situação actual e que as cooperações internacionais sejam reforçadas para que se cumpram os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio na data acordada de 2015.

Na sequência desta resolução, e para chamar a atenção da sociedade civil, empresas e governos para este facto, no sentido de tentar melhorar os índices de acesso à água potável e ao saneamento básico em todo o mundo, a ONU declarou, em Dezembro de 2010, o ano de 2013 como o Ano Internacional da Cooperação da Água. 

Dado o carácter universal e transversal da água, que interliga aspectos naturais, ambientais, científicos, educacionais e culturais, as Nações Unidas delegaram na UNESCO a organização do Ano internacional da Cooperação da Água.

O principal objectivo deste Ano Internacional é assim alertar para as questões relacionadas com a água, ao nível quer das potencialidades para a cooperação entre nações e organizações, quer dos desafios que se colocam à gestão dos recursos hídricos, tendo em conta o aumento da procura e as crescentes necessidades de acesso e disponibilização do recurso água.

Este Ano Internacional incidirá sobre casos de iniciativas bem sucedidas de cooperação da água, bem como sobre os temas relacionados com a educação, a diplomacia, a gestão transfronteiriça dos recursos hídricos, a cooperação financeira, os enquadramentos legais nacionais e internacionais e as ligações com os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. 

Pretende-se também que sejam capitalizados os desenvolvimentos conseguidos na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), no sentido de serem formulados novos objectivos que possam contribuir para o um desenvolvimento verdadeiramente sustentável dos recursos hídricos (UN-Water, 2011).

Durante este ano, a UNESCO irá promover eventos e debates que ajudem a procurar soluções para combater alguns dos mais graves problemas da Humanidade, nomeadamente a ausência de água potável para cerca de 11% da população mundial, a falta de saneamento para cerca de um terço da população mundial e a morte de cerca de 5 mil crianças todos os dias devido a doenças provocadas pela falta de acesso a água de qualidade.


Para mais informações clique aqui






segunda-feira, 22 de abril de 2013


Dia da Terra 2013 






Segundo a Naturlink em 2013, o tema do Dia da Terra a 22 de abril, é “O Rosto das Alterações Climáticas”, sendo dados a conhecer exemplos deste fenómeno global por todo o mundo, bem como o que está a ser feito para o combater.

O Dia da Terra foi celebrado pela primeira vez nos Estados Unidos em 1970, por iniciativa de do senador Gaylord Nelson, o mesmo pretendia, através da mobilização social, introduzir os problemas ambientais na agenda política, sendo o evento identificado como a origem do movimento ambientalista moderno.
Em 1990, Denis Hayes, responsável pela coordenação do primeiro Dia da Terra nos EUA, tornou o evento mundial, tendo em 1993 sido fundada a Earth Day Network (EDN), uma rede internacional de suporte às iniciativas cívicas de celebração do Dia da Terra. 

Atualmente, esta organização coordena as atividades comemorativas do Dia da Terra em 192 países onde, através de mais de 22.000 parceiros, mobiliza mais de mil milhões de pessoas.

Em 2013, ano em que o Dia da Terra volta a ter como tema as Alterações Climáticas, a EDN convida à submissão, através do seu website, de imagens que evidenciem como se estão a fazer sentir as Alterações Climáticas em diferentes partes do globo e de iniciativas em curso para mitigar o fenómeno.
Mostrando como o degelo no Ártico está a diminuir o habitat do urso-polar e as cheias e ciclones afetam a disponibilidade de água potável no Bangladesh e, simultaneamente como alguns empreendedores estão a criar uma economia verde e milhões de pessoas adotam um estilo de vida sustentável, a EDN pretende demonstrar aos líderes políticos a necessidade de agir e o caminho a seguir.

Fontes:
- Dia da Terra 2013 dá a conhecer o Rosto das Alterações Climáticas, 

Plano de Segurança da Água





Em Portugal, o controlo da qualidade da água para o consumo humano é assegurado através de análises periódicas, onde se avaliam características físicas, químicas e microbiológicas, comparando-as com valores paramétricos contidos no Decreto-Lein.º306/2007, de 27 de Agosto.

A monitorização da qualidade da água para consumo humano na torneira do consumidor apresenta limitações decorrentes de uma monitorização de “fim-de-linha”, ou seja, apenas permite aferir se a água distribuída é segura depois de já ter sido consumida.

Desta forma, a existência de problemas associados à qualidade da água para consumo humano, depois de detetados e verificados, leva com que seja necessário a adoção de outro tipo de abordagem de segurança preventiva, ou seja, na implementação de Planos de Segurança da Água (PSA).

Assim, a Organização Mundialde Saúde (OMS), através das Guidelines for Drinking Water Quality (GDWQ), propõe às entidades gestoras de sistemas de abastecimento público de água uma nova abordagem para a garantia da qualidade da água distribuída, com base em novos conceitos de avaliação e gestão de riscos.

Segundo o quarto capítulo das GDWQ os PSA baseiam-se no uso de metodologias de análise global de risco e de gestão de riscos, abrangendo todos os componentes de um sistemas de água, desde a sua origem até à torneira do consumidor.

O PSA é uma ferramenta de avaliação e gestão de risco em sistemas de abastecimento, proposta pela OMS.

O mesmo permite identificar riscos no sistema de distribuição de água, desde a origem até à torneira do utilizador, priorizar esses riscos e implementar controlos para mitigá-los e ainda permite introduzir processos para validar e verificar a eficácia do sistema de controlo implementado e a qualidade da água produzida.

Atualmente em Portugal ainda não existe nenhuma legislação que obriga a implementação de PSA, no entanto a EMAS na qualidade de entidade gestora de abastecimento de água para consumo humano, e sensibilizada para a importância da implementação de PSA, já tem implementado um PSA do sistema de distribuição de água para consumo humano de Vale de Russins , uma pequena localidade perto de Beja em que a água distribuída tem origem num poço e furos. 

No desenvolvimento deste estágio tive a oportunidade de consultar este PSA, adquirindo assim conhecimentos sobre este assunto pois como futura Técnica de Saúde Ambiental devo também estar sensibilizada para o mesmo.

Entretanto a EMAS já se encontra a desenvolver outro PSA, mais precisamente do sistema de distribuição de água para consumo humano da cidade de Beja.

Em suma a implementação de PSA`S permite assegurar um fornecimento contínuo de água segura e com qualidade por isso mesmo assegurar a proteção da água para consumo humano ao longo de todo o sistema de distribuição deve ser visto por as entidades gestoras de sistemas de abastecimento de água para consumo humano como um bem essencial para garantirem uma água com qualidade aos consumidores da mesma salvaguardando assim a saúde pública dos mesmos.



Plataforma web




Para curiosidade, existe uma plataforma web de fácil utilização para o desenvolvimento, gestão e implementação de Planos de Segurança da Água.

Fontes:
- Decreto-Lei n.º 306/2007, de 27 de Agosto, http://dre.pt/pdf1sdip/2007/08/16400/0574705765.pdf


domingo, 14 de abril de 2013

Qualidade da Água para Consumo Humano em Portugal



«Pensamos ser nosso dever afirmar que a venda de água a preços elevados não serve os interesses da saúde pública. O abastecimento de água limpa em abundância, a um preço acessível a todas as bolsas, constitui uma das medidas mais importantes para a promoção da saúde de qualquer comunidade.»
Conselho de Saúde da Carolina do Norte, 1898


O Setor de águas em Portugal, materializado através dos serviços de abastecimento público de água às populações, de saneamento das águas residuais urbanas é sem dúvida fundamental na sociedade portuguesa, e como pode ser observado na imagem seguinte o mesmo tem revelado uma evolução bastante positiva nos últimos 20 anos.




Hoje em dia não é possível falar de um verdadeiro desenvolvimento do País sem ter em conta a necessidade de dispor destes serviços de forma generalizada em todo o território e com uma aceitável qualidade de serviço.

Em 1993 apenas cerca de 50% da água era controlada e revelava boa qualidade, em 2011 este indicador atingiu o valor de 98%, conforme consta do relatório anual sobre o “Controlo da Qualidade da Água para Consumo Humano”, publicado pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).

De acordo com o disposto no número 1 do artigo 35.º do Decreto-Lei n.º306/2007, de 27 de Agosto, a ERSAR, enquanto autoridade competente para a qualidade da água de consumo humano, elabora um relatório técnico anual com base nos resultados enviados pelas entidades gestoras.

As melhorias verificadas na qualidade da água são sustentadas por um exigente controlo acompanhado por um crescente rigor na aplicação da legislação pelos diferentes responsáveis (ERSAR, entidades gestoras, autoridades de saúde e laboratórios.)

Para isso as entidades gestoras em alta e baixa devem reunir todos os esforços para que a qualidade da água para consumo humano seja garantida e a mesma deve ser objeto de cuidados permanentes e adequados, pois o consumidor tem o direito de receber, na sua torneira, água em condições de ser consumida sem riscos para a sua saúde, 24 horas por dia, 365 dias por ano.

A EMAS enquanto entidade gestora em baixa tem por objetivo a gestão e exploração dos sistemas públicos de captação, tratamento e distribuição de água para consumo doméstico e outros. 


A gestão dos sistemas públicos de distribuição e tratamento de águas influência diretamente a qualidade de vida das populações, assim como a saúde pública, por isso é um setor de atividade de extrema importância.


Assim sendo é necessário que haja um acompanhamento, assim como uma renovação e diversidade de conhecimentos técnicos necessários para que se garanta a qualidade da água distribuída.


No âmbito deste estágio contactei com esta realidade participando no controlo operacional realizado pelos colaboradores da EMAS no sistema de distribuição de água para consumo humano de Vale de Russins.


Na medição do nível da água num furo a mesma é feita através de uma fita métrica em que assim que a mesma toca na água emite um sinal sonoro.

Um dos processos de tratamento utilizados para tratar a água é o de microfiltração.

Assim a substituição de filtros é um dos procedimentos que também faz parte do controlo operacional, o mesmo é feito com uma periodicidade semanal.

Estes filtros tem o objetivo de reter partículas em suspensão na água, por isso mesmo são utilizados dois filtros  de microns diferentes, um com uma malha mais separada de 75 microns e outro de  malha mais separada de 50 microns. 

Um processo de tratamento que nunca deve ser descurado é a desinfeção, para isso o desinfetante utilizado é o hipoclorito de sódio. 

É feita uma solução desifetante  numa tina de preparação de reagentes. 

De  seguida esta solução de desifetante é injetada numa conduta de água  através de uma doseadora e depois essa água vai para o reservatório de água tratada.

No final é  medido o cloro livre com o auxilio de um colorímetro.


Fotos desta atividade


Foto 1 : Medição do nível da água num furo

Foto 2 : Substituição de filtros

Foto 3 : Tina de preparação de reagentes 

Foto 4 : Medição de cloro livre


Fontes: 
- Decreto-Lei n.º306/2007, de 27 de Agosto , http://dre.pt/pdf1sdip/2007/08/16400/0574705765.pdf
- Relatório do Desenvolvimento Humano, Água para Consumo Humano (2006), http://hdr.undp.org/en/media/03-Chapter2_PT1.pdf